Gostava de ser espiga
Gostava de ser espiga
Gostava de ser espiga, forte e robusta, crescendo nas cearas, amadurecidas ao sol.
Gostava de ser espiga, rica de grandes e gordos grãos, a baloiçar com a leve brisa, vinda de todos os lodos a cantar.
Gostava de ser espiga, bela e bôa reprodutora, de grãos fertéis, capazes de resistirem, mesno nos terrenos mais áridos, quando os fossem semear.
Gostava de ser espiga, forte, bela e esbelta, cobiçada por todos os olhares dos passantes.
Gostava de ser espiga, capaz de produzir a melhor farinha, capaz de saciar todas as bocas famintas.
Gostava de ser espiga, não importa de que cereal, não importa em que ceara, ou em que nação.
Gostava de ser espiga, capaz de produzir o melhor pão de todos os tempos.
Gostava de ser a espiga, capaz de unir todas as nações e povos, de norte a sul, de lez a lez.
Gostava de ser a espiga, responsável pelo pão da paz. O pão da partilha e do amor, da amizade e confraternização.
O pão da UNIÃO, o pão da VIDA!...
Autoria: Dora Coimbra








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25 Mai 2006 à 15:22 dans
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