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ARCO - IRIS - JOSE e DORA

Acabar com as placas

Acabar com as placas

Quando as placas, vou cortar,

Posso cantar e dançar,

Mas não posso, estar sentada,

Pois estou, bem ocupada.

Tanto trabalho, para construir,

E é tão facil, destruir,

Mas enquanto, vou cortando,

Meu salário vou ganhando.

Só que é muito, barulhento,

Cansativo e poeirento,

Mas até gosto, de aqui estar,

Para com as placas, acabar.

Tenho de parar de escrever,

Pois tenho, muito que fazer,

Quero minha música, ouvir,

E continuar, a me divertir.

Faço companhia, ao menino,

Para ele, não ficar sózinho,

Mas quando, lhe quero falar,

Quase tenho, que gritar!...

Autoria: Dora Coimbra


A mão que cortava orelos

A mão que cortava orelos

Por vezes à noite, minha mãe,

Preparava orelos, p’ro tear,

Eu ficava, junto dela também,

Para com a tesoura, os orelos cortar.

Com minhas mãos, segurava,

os tecidos, e a lanterna para alumiar,

por vezes, sentia-me tão cansada,

fechava os olhos, começava a dormitar.

Ficava comigo, minha mãe tão zangada,

Mas não compreendia, sua fúria de então,

Se não ouvesse orelos, não havia nada,

Não havendo nada, não havia pão.

Tão dura, era a sua triste vida,

Que hoje, eu até já compreendo,

Fazia tudo, sem nenhuma alegria,

Fazia tudo, com muito sofrimento.

Os trapos serviam, p’ra fazer orelos,

E com eles,novelos de muitos remendos,

Com eles se faziam, mantas quentinhas,

Que rendiam p’ra nós, alguns mantimentos.

Autoria: Dora Coimbra


Faminta

Faminta

Vou agora, qualquer coisa comer,

Sinto meu estômago, reclamar a hora,

Pois sei, que se nada lhe oferecer,

Não vai perdoar, pela demora.

Sou um bocado gulosa,

E sei, que adoro comer,

É como escrever uma prosa,

Ou qualquer outra coisa, escrever.

Pode ser, uma simples salada,

Ou um pedaço de pão,

Minha mente, fica saciada,

E confortado, meu coração!...

Autoria; Dora Coimbra


Amizade no trabalho

Amizade no trabalho

Trabalho, no seio de uma equipa,

Que só por homens, ela é formada,

As ordens do patrão, o chefe as dita,

No seu meio, sinto-me encarajada.

Oficina, dizem que é trabalho para homem,

Mas há tabalhos, que por mim são feitos,

Executo-os, da mesma forma, que os homens,

Acreditem, que saiem sempre perfeitos.

Se o trabalho, for tarefa complicada,

E sózinha não conseguir realizar,

Peço ajuda, e sou logo ajudada,

Sei que com eles, posso contar.

Ainda há, quem teime em pensar,

Que ser homem ,é ser superior,

Meu trabalho, não receio de o comparar,

Pois a ninguem, me sinto inferior.

Não tenho medo, de trabalhar,

De fazer seja o que for,

Importante, é aprender a gostar,

Fazer as coisas, sempre com amor.

Desde que não falte, a saúde,

Tudo o resto, p’ra mim pode vir,

Peço sempre a Deus, que me ajude,

A fazer meu trabalho, sempre a sorrir!...

Autoria: Dora Coimbra


Querido chefe

Querido chefe

Na minha oficina, há um chefe,

Mas chefe, é o que outros pretendem ser,

Cada um dá, suas ordens e mexe,

Sem do assunto, nada perceber.

Vem um e diz, isto é assim,

Não, diz outro, só p’ra contrariar,

Eu cá, digo, só para mim,

Que venha o chefe, e os faça calar.

Por vezes até, é bom falar,

Torna-se engraçada, tanta estupidez,

Não trabalham, só sabem críticar,

O que se devia ter feito, e não se fez.

O chefe não sabe comtrolar,

Não consegue controlar, sua emoção,

Tem que aprender, a liderar,

Utilizando a mente, e a razão.

O chefe tem que ter, por nós respeito,

Querendo por nós,ser respeitado,

Se cumprir sua missão, com muito jeito,

Será respeitado e bem amado!...

AUTORIA: Dora Coimbra


A menina da missa

A menina da missa

E domingo, á igreja fomos,

Para na missa, participar,

Eis senão, quando os olhos pômos,

Sobre uma menina, que está a brincar.

Ela tem, uma malinha e um cão,

Que nem por nada, ela quer largar,

Senta-se, levanta-se, e atira-os para o chão,

Para logo se levantar, e os ir apanhar.

Seu rostinho, tão sorridente,

Que faz saltar, nosso coração,

Ficaria a olha-la, eternamente,

Olha-la ía, com muita emoção.

Mas este, pequeno anginho,

Da missa, nos consegue distraír,

Perdoa-me, meu bom amiguinho,

Por não estar atenta, por não te ouvir.

Mas a esta, beleza singela,

Quem conseguirá resistir,

Todas as crianças, são como ela,

Com tanta pureza, que nos fazem sorrir!...

Autoria: Dora Coimbra


Dia de festa

Dia de festa

Foi o meu dia, dia de ser mãe,

E o da minha filha, podem crêr,

O dia do seu pai, também,

Pois ajudou-me, a conceber.

Fui mãe, aos vinte e três anos,

Há, já, dezanove anos que nasceste,

Nove meses, que por ti esperamos,

A catorze de maio, nos conheceste.

Não é, a festa da mãe,

Nem a da filha, podem crêr,

Mas a festa, de uma familia,

Que ao mundo, deu um novo ser.

Teu pai, que dormia então,

E a nossa hora chegou,

Tocou o telefone, de rompão,

Então, logo ele acordou.

Veio, o mais depressa possivel,

E, estava quase a chorar,

Sua vontade irresistivel,

Tinha pressa, em nos abraçar.

Teu pai, é muito importante,

Na nossa, história de amor,

Se não fosse, sua presença constante,

Não havia vida, nem flôr.

Eras uma flôr, perfumada,

As essencias, do teu pai recebeste,

Fizes-te ,sentir-me amada,

Fizes-te, sentir-me crescer.

Autoria: Dora Coimbra


Pôema do domingo

Pôema do domingo

Meu marido, desenhou,

Uma carinha, bem laroca,

Foi ele, que me desafiou,

A beber, uma cervejoca.

Uma cerveja, bem fresquinha,

Pode vir mesmo a calhar,

Com tremoços, ou gambinhas,

Vinham bem, para acompanhar.

Se também, sêde tiverem,

Venham daí, venham depressa,

Bebo com todos, os que vierem,

Para cumprir, uma promessa.

Mas para beber, tenho que comer,

Venham de lá, esses caracóis,

Depressa, que estão a arrefecer,

Quero ir,para meus lençóis!...

Autoria; Dora Coimbra


O grande chefe

O grande chefe

O meu patrão, anda contente,

Com ar feliz, e sorridente,

Gosto bem, de o ver assim,

Quando ele, sorri para mim.

Não é facil, de o vêr,

Tão falador, podem crêr,

Até connosco, assim brincar,

Sorridente, e a falar.

Para mim, pode assim continuar,

Que eu, até estou a gostar,

Se a vida, lhe corre bem,

Pode ser bom, para nós também.

Normalmente, tem um semblante sizudo,

Parece que anda, sempre carrancudo,

Com seu rosto, sempre fechado,

Tem sempre ar, de preocupado!...

Autoria: Dora Coimbra


A raposinha

A raposinha

A raposinha matreira,

Não sei o que lhe passou, pela ideia,

De vir todas as noites, esperar,

A nossa porta, pelo seu jantar.

Todos os dias, à mesma hora ela estava,

Em frente, à nossa porta sentada,

Como todos os gatos, também ela comia,

De tudo, o que eu lhes servia.

Podia ser carne, ou leite,

Bocados de queijo, ou peixe,

Não se fazia, de rogada,

Para comer, estava sempre preparada.

Fosse no Outono, ou Inverno,

Tinha sempre, um olhar tão terno,

Na Primavera, ou no Verão,

Seu olhar fazia, disparar nosso coração!...

Autoria; Dora Coimbra