SAUDADES
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03 Juillet 2006 à 22:13 dans
- Cartes Postale avec Poèmes

Saudades de Molelos
Da minha terra, parti,
Deixei tudo, para trás,
A casa onde vivi,
A serra, que transmitia paz.
Deixei meu olhar, na ribeira,
Para os peixes guardar,
Também a linda roseira,
Com rosas de encantar.
O sopro, da brisa que passa,
Num dia de primavera,
O sol, que vem e abrasa
Tudo isto, é uma quimera.
Deixei meus ouvidos, á escuta,
Para os pássaros, ouvir cantar,
Também as árvores, com fruta,
Prometo, um dia vou regressar!...
Autoria: Dora Coimbra





Não desejes mal aos outros,muito menos ao teu vizinho,
O que tu lhes desejas,aos poucos, pode chegar a ti,
De caminho!...
Autoria: Dora Coimbra



Sem tabú
Pousas-te, tão docemente,
Na minha face, tua mão gelada,
Minha pele, sentiu de repente,
Que estava a ser, acariciada.
Deslizava, suavemente,
Pelo meu corpo, descendo,
Tudo se perde, na minha mente,
Todo o meu ser, está tremendo.
Ficou acariciando, meu seio,
Tocou, no meu coração,
Entreguei-me a ti, sem receio,
Acordou, minha paixão.
Nossos corpos, assim juntinhos,
Mais pareciam, só um,
Dormimos, agarradinhos,
Sem haver, tabú algum!...
Autoria: Dora Coimbra





Minha mente é um jardim
Minha mente, é como um jardim,
Há sempre ideias, a brotar,
Têm o perfume, do jasmim,
Só tenho, que as cultivar.
Aos pares, são amores perfeitos,
Ou malmequeres, com muita beleza,
Como girassóis, são os eleitos,
Pela sua força, e sua grandeza.
Como as rosas, são delicadas,
Com muita beleza, e elegância,
Seus espinhos, e cores bem exaltadas,
Pelo seu perfume, delicada fragância.
Papoilas, cardos e margaridas,
Não deixarão, seu estado selvagem,
Nunca serão, por mim esquecidas,
Sua doce alura, que rica miragem!...
Autoria: Dora Coimbra






Que doce miragem
Andando, no meio da água,
Por entre as pedras , a marchar,
Meu coração, sentiu uma mágua,
Meus olhos se puseram, a chorar.
Choravam, com pena e dôr,
Por minha filha, aqui não estar,
Mas quando te vir, minha flôr,
Fortemente, te vou abraçar.
Na água, o sol reflectia,
O teu corpo, bem torneado,
Baixei-me, porque me apetecia,
No teu rosto, eu ter tocado.
Mas a água, logo levou,
Bem para longe, tua imagem,
Na minha mente, somente ficou,
Eternamente de ti, uma doce miragem.
Mas as saudades, que sinto por ti,
Me acompanham eternamente,
Imagino, que tu estás aqui,
Sempre tão bela, e sorridente.
Como tu, não há ninguém,
Minha doce rosa, em botão,
És a razão de viver, de tua mãe,
Fazes vibrar de emoção, seu coração!...
Autoria: Dora Coimbra




Bom dia
Não me apetecia, levantar,
Nem tão pouco, me preparar,
Mas como, eu acordei,
Saà da cama, me levantei.
Olhei pela janela, e vi,
Que o dia , estava ali,
O sol, pela janela espreitou,
E o melro, no abrunheiro cantou.
O céu, estava azulado,
E o sol, um pouco embrulhado,
Existiam algumas, nuvens brancas,
Que mais, pareciam mantas.
O jardim, verde eclatante,
Dava ao dia, um tom exaltante,
E com certa, reverência,
� cama, eu pedia clemência.
Começo de um dia, difÃcil,
Ficar na cama, era preferÃvel,
Mas, pela minha janela,
Fui dar, uma espreitadela.
O sopro da brisa, refrescante,
Deu-me forças, fiquei confiante,
E como trabalhar, eu preciso,
La esbocei, então um sorriso!...
Autoria: Dora Coimbra

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