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ARCO - IRIS - JOSE e DORA

SAUDADES


Saudades de Molelos

Saudades de Molelos

Da minha terra, parti,

Deixei tudo, para trás,

A casa onde vivi,

A serra, que transmitia paz.

Deixei meu olhar, na ribeira,

Para os peixes guardar,

Também a linda roseira,

Com rosas de encantar.

O sopro, da brisa que passa,

Num dia de primavera,

O sol, que vem e abrasa

Tudo isto, é uma quimera.

Deixei meus ouvidos, á escuta,

Para os pássaros, ouvir cantar,

Também as árvores, com fruta,

Prometo, um dia vou regressar!...

Autoria: Dora Coimbra


cada um, é como cada qual


Selecção


Não desejes mal aos outros

Não desejes mal aos outros,muito menos ao teu vizinho,

O que tu lhes desejas,aos poucos, pode chegar a ti,

De caminho!...

Autoria: Dora Coimbra


Sem tabú

Sem tabú

Pousas-te, tão docemente,

Na minha face, tua mão gelada,

Minha pele, sentiu de repente,

Que estava a ser, acariciada.

Deslizava, suavemente,

Pelo meu corpo, descendo,

Tudo se perde, na minha mente,

Todo o meu ser, está tremendo.

Ficou acariciando, meu seio,

Tocou, no meu coração,

Entreguei-me a ti, sem receio,

Acordou, minha paixão.

Nossos corpos, assim juntinhos,

Mais pareciam, só um,

Dormimos, agarradinhos,

Sem haver, tabú algum!...

Autoria: Dora Coimbra


Minha mente é um jardim

Minha mente é um jardim

Minha mente, é como um jardim,

Há sempre ideias, a brotar,

Têm o perfume, do jasmim,

Só tenho, que as cultivar.

Aos pares, são amores perfeitos,

Ou malmequeres, com muita beleza,

Como girassóis, são os eleitos,

Pela sua força, e sua grandeza.

Como as rosas, são delicadas,

Com muita beleza, e elegância,

Seus espinhos, e cores bem exaltadas,

Pelo seu perfume, delicada fragância.

Papoilas, cardos e margaridas,

Não deixarão, seu estado selvagem,

Nunca serão, por mim esquecidas,

Sua doce alura, que rica miragem!...

Autoria: Dora Coimbra


Que doce miragem

Que doce miragem

Andando, no meio da água,

Por entre as pedras , a marchar,

Meu coração, sentiu uma mágua,

Meus olhos se puseram, a chorar.

Choravam, com pena e dôr,

Por minha filha, aqui não estar,

Mas quando te vir, minha flôr,

Fortemente, te vou abraçar.

Na água, o sol reflectia,

O teu corpo, bem torneado,

Baixei-me, porque me apetecia,

No teu rosto, eu ter tocado.

Mas a água, logo levou,

Bem para longe, tua imagem,

Na minha mente, somente ficou,

Eternamente de ti, uma doce miragem.

Mas as saudades, que sinto por ti,

Me acompanham eternamente,

Imagino, que tu estás aqui,

Sempre tão bela, e sorridente.

Como tu, não há ninguém,

Minha doce rosa, em botão,

És a razão de viver, de tua mãe,

Fazes vibrar de emoção, seu coração!...

Autoria: Dora Coimbra


Bom dia

Bom dia

Não me apetecia, levantar,

Nem tão pouco, me preparar,

Mas como, eu acordei,

Saí da cama, me levantei.

Olhei pela janela, e vi,

Que o dia , estava ali,

O sol, pela janela espreitou,

E o melro, no abrunheiro cantou.

O céu, estava azulado,

E o sol, um pouco embrulhado,

Existiam algumas, nuvens brancas,

Que mais, pareciam mantas.

O jardim, verde eclatante,

Dava ao dia, um tom exaltante,

E com certa, reverência,

� cama, eu pedia clemência.

Começo de um dia, difícil,

Ficar na cama, era preferível,

Mas, pela minha janela,

Fui dar, uma espreitadela.

O sopro da brisa, refrescante,

Deu-me forças, fiquei confiante,

E como trabalhar, eu preciso,

La esbocei, então um sorriso!...

Autoria: Dora Coimbra


Homenagem a minha Mãe