Que doce miragem


Que doce miragem
Andando, no meio da água,
Por entre as pedras , a marchar,
Meu coração, sentiu uma mágua,
Meus olhos se puseram, a chorar.
Choravam, com pena e dôr,
Por minha filha, aqui não estar,
Mas quando te vir, minha flôr,
Fortemente, te vou abraçar.
Na água, o sol reflectia,
O teu corpo, bem torneado,
Baixei-me, porque me apetecia,
No teu rosto, eu ter tocado.
Mas a água, logo levou,
Bem para longe, tua imagem,
Na minha mente, somente ficou,
Eternamente de ti, uma doce miragem.
Mas as saudades, que sinto por ti,
Me acompanham eternamente,
Imagino, que tu estás aqui,
Sempre tão bela, e sorridente.
Como tu, não há ninguém,
Minha doce rosa, em botão,
És a razão de viver, de tua mãe,
Fazes vibrar de emoção, seu coração!...
Autoria: Dora Coimbra


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24 Juin 2006 à 18:00 dans
- Cartes Postale avec Poèmes





